A Volta de Sailor Moon!

8 jul

Petra Sailor(Assunto legal pra espanar a poeira do blog ~ me perdoem pela falta de atualizações, mas o trabalho não está dando mole!)

Este ano está sendo especial para quem, como eu, é fã das guerreiras lunares. Não apenas foi anunciado um remake da série animada, Sailor Moon Crystal, como também, após muitos anos de pedidos, a JBC lançou por aqui o mangá original de Naoko Takeuchi!

Apesar de não ser meu desenho favorito, Sailor Moon foi um dos grandes vícios da minha adolescência (gravei todos os episódios que passaram aqui em 1996 e em 2002 fiz cosplay de Usagi/Sailor Moon =D). Com certeza é um anime que influenciou toda uma geração — eu inclusa — com todo o seu glamour e girl power.

(Pra quem acompanha meu trabalho, é impossível não notar a influência!)

 

Sailor Mônica! <3

Sailor Mônica! ❤

 

Isso pôde ser conferido no lançamento do mangá, dia 29/3. O evento reuniu centenas de moonies emocionados, a grande maioria comSailor-Moon-mangá cosplays da série, que resultou numa festa colorida e animada. Os editores brasileiros do mangá fizeram uma palestra interessantíssima, onde contaram os detalhes da negociação dos direitos do mangá, a produção, detalhes da tradução e muito mais. Tudo em respeito a curiosidade e paciência dos fãs que há anos pedem a publicação do mangá no Brasil e finalmente podem realizar esse sonho.

Eu estive lá (usando um visual de lolita baseado no estilo sailor) e até dei uma entrevista pra Ju Tsukino, uma das mais longevas cosplayers de Sailor Moon, que estava fazendo cobertura do evento!

No dia 7/7 rolou a estreia do novo anime, Sailor Moon Crystal. Diferente do anime dos anos 90, que tinha o character design modificado e a história com vários fillers e um grande pendor pra comédia, o remake de agora segue fielmente traço da autora, Naoko Takeuchi, assim como a história do mangá, com grande ênfase no romance. Pra quem é fã de shoujo, é um prato cheio! 

Sailor Moon CrystalSe você é novinho e não pôde acompanhar Sailor Moon quando passou no Brasil, essa é sua chance. Não deixe de conferir esse clássico que influenciou todos os animes para meninas dos últimos vinte anos!

Para ler o mangá, basta procurar em qualquer banca de jornal e comic shops.

Para saber como assistir o anime, que está disponível legendado em português tanto no Crunchyroll quanto no site NicoNico, CLIQUE AQUI!

E quem quiser se manter informado sobre as novidades lunares, o site SOS Sailor Moon e sua página no Facebook são os melhores endereços em PT-BR pra saber tudo a respeito da série.

Estou achando uma delícia reviver toda a emoção de acompanhar a história de Usagi e suas amigas. 20 anos se passaram, mas a emoção é a mesma! (Quem sabe rola um cosplay de Sailor pra breve…?)

(Confesso que chorei vendo o trailer #shame)
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Les Misérables

14 fev

Les-miserables-movie-poster1Estava devendo ver esse filme desde sua estreia. Apesar de não conhecer nada da peça (além da canção I Dreamed a Dream, graças ao fenômeno Susan Boyle =p), sou louca por musicais e gosto de conferir todos os que posso, principalmente quando adaptados pra tela. E o diretor dessa versão de Les Mis é Tom Hooper, o mesmo do fofíssimo O Discurso do Rei, ou seja, todas as razões pra acreditar que seria excelente. 

Após ler a detalhada resenha da Valéria Fernandes sobre a produção ontem de manhã, me animei a assistir Les Mis de tarde. E não me arrependi.

O filme é grandioso e glorioso. Realmente impressiona. Sem conhecer nada da história, me surpreendi e cheguei a chorar em diversos momentos. Apesar das quase três horas de duração, não achei o filme tão cansativo como todos falam (tirando pelo fato de que no um terço final eu já estava querendo ir ao banheiro, e isso porque já tinha ido antes do filme começar =p).

Nunca tinha me interessado por Les Mis, tinha mais curiosidade em ler o livro de Victor Hugo (autor com o qual tenho mixed feelings desde O Corcunda de Notre Dame).  Mas nesse caso, foi ótimo não saber nada do musical de antemão — fui surprendida com as excelentes canções, cheias de rimas ricas, e melodias que voltam nos momentos certos da peça história, como deve ser um bom musical. Muitos reclamaram do filme ser um “musical intensivo” — até mesmo os diálogos são cantados — mas classifico Les Mis mais com uma ópera, embora claro o estilo de canto seja totalmente diferente. 

Por sinal, vale dizer que as músicas não foram dubladas. Cada performance registrada no filme foi feita ao vivo; nos bastidores, um pianista fazia o fundo musical para os atores cantarem, o que depois era substituído pela versão orquestrada. Esse detalhe fez toda a diferença e conferiu ao filme uma veracidade poucas vezes vista.

O grande receio ao adaptar uma peça para as telas é que tudo soe muito  muito “falso”, mas o diretor foi muito feliz em suas opções, como fazer os atores cantarem de forma mais “crua”, bem menos impostada como é no teatro, equilibrando o toque épico com elementos mais realistas. Também foi genial fazer várias cenas pegando close ou plano americano dos personagens, bem de perto, pra explorar o que só o cinema pode oferecer — a sutileza das expressões — e o teatro, não.

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Falar de certas interpretações é chover no molhado. O mundo sabe que Hugh Jackman e Anne Hathaway estavam perfeitos, e não por
acaso estão concorrendo ao Oscar por seus papéis. Como Jean Valjean, o homem que ficou preso por 19 anos por roubar um pedaço de pão, Jackman carrega o filme nas costas. Embora não tenha a voz mais bonita do mundo, sua interpretação soa verdadeira a cada nota, e o carinho que ele demonstra pela pequena Cosette é tocante. Impressiona também como Jackman muda de uma fase para outra da história: esquálido e de voz envelhecida quando mostrado na prisão para bem apessoado com uma voz cheia de energia em sua fase próspera. 

E Hathaway como Fantine, a mãe solteira obrigada a se prostituir pra sustentar a filha… o que dizer? Apesar de seu tempo em cena ser curtíssimo, é dela o rosto do filme. Sua cena cantando I Dreamed a Dream é uma das mais impressionantes que já vi no cinema. Filmada em uma só tomada, sem um corte sequer, com o ângulo fechado em seu rosto, ela canta de forma visceral. Anne Hathaway emagreceu 12 kg pro papel,  e seu aspecto cadavérico realça ainda mais sua boca e seus já enormes olhos, intensificando sua expressão. Podemos sentir toda a emoção da música em seu olhar cheio de lágrimas, e desafio alguém a assistir a cena sem ao menos ficar com um nó na garganta.

Fiquei muito surpresa com Russell Crowe, um ator do qual normalmente não gosto, como o obsessivo policial Javert, o grande vilão. Apesar de não possuir técnica e sua interpretação ser bem contida, gostei MUITO dele cantando — uma das mais bonitas vozes do filme, na minha opinião. Fiquei triste com as críticas de jornais e revistas que o jogaram lá embaixo, dizendo que destoava do filme.  Para mim, combinou perfeitamente com o personagem, que é bitolado, travado, preso em seu próprio modo de pensar.

Les MisérablesTambém fiquei triste com as críticas que chamaram de “insuportáveis”  Helen Bonham Carter e Sacha Baron Cohen, o casal Thénardier, tutores tirânicos da pequena Cosette. A função deles na  história é mesmo ser o alívio cômico, e achei que estavam na medida. Aliviavam a tensão na hora certa e sem ser apenas palhaços, mas repulsivos, como cabia ao filme. Acho que não seria a mesma película sem eles.

O elenco infantil também está de parabéns. As crianças que fazem  a filha de Fantine, Cosette, e o menino de rua Gavroche, estão impecáveis —  mas ouso dizer que Gavroche  realmente rouba a cena. O personagem representa o espírito jovem dos revolucionários, e o menino Daniel Huttlestone, com sua simpatia e talento, passa essa ideia perfeitamente. Tomara que siga carreira!DanielHuttlestone_620_122112

Infelizmente a parte romântica da peça — o envolvimento do revolucionário “filhinho de papai” Marius com Cosette —  a meu ver, deixa a desejar. O intérprete de Marius, Eddie Redmayne, tem uma bela voz, mas não há muito mais a se dizer sobre ele e mais difícil aida é criar empatia por sua história de amor. O mesmo com Amanda Seyfried, a Cosette. Muito mais envolvente é o drama de Éponine (Samantha Barks, a mulher da cintura mais impossivelmente fina desse mundo o.o), a filha dos Thénadier, perdida numa paixão impossível por Marius.

A história se passa entre 1815 e 1832, pegando o período da morte do general Lamarque, o único que apoiava o povo, insatisfeito com Coroa. E é na revolução que o filme encontra suas cenas mais poderosas, e as canções mais marcantes. Impossível sair do cinema sem cantarolar “Do you hear the people sing / Singing the song of angry men…”

Enfim, é um grande filme. Não me arrebatou como por exemplo, Django (sobre o qual vou tentar falar aqui depois, e que tem um apelo além do racional pra mim), a ponto de virar referência pessoal, mas me impressionou, me satisfez e me encantou.  Acho que assistiria de novo. E para quem gosta de musicais, é simplesmente imperdível.

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Entrega do Prêmio Angelo Agostini

7 fev

papagaioMuita preparação, ansiedade, um vestido meio apertado e muita alegria: dia da entrega do prêmio Angelo Agostini!

Tirando o fato de que graças a um carnaval adiantado (e sem aviso) que rolou aqui no bairro, lotando as ruas e quase me impedindo de comparecer a premiação, deu tudo certo!

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O que é um pontinho vermelho e azul no palanque? É a Petra fazendo discurso! =D

A cerimônia foi bem informal, então não pegou tão mal o fato de que quando subi ao palco, me enrolei inteira pra fazer os agradecimentos (estou acostumadíssima com palco, mas detesto falar de mim 8D) Pelo menos deu pra agradecer ao Mauricio, ao Marcelo (Cassaro, meu namorado e parceiro de trabalho) e aos leitores. E também dediquei o prêmio a quem eu queria: a todos que durante toda minha vida falaram que eu nunca ia conseguir trabalhar com quadrinhos 8D #beijossociedade (essa parte ao menos foi bem aplaudida xD)

Ainda foi muito legal poder rever e conhecer pessoas, como o Primaggio Mantovi (lenda do mercado editorial brasileiro) e o pessoal do zine Last RPG Fantasy (que também são amigos do meu querido Renato Aruta, ávido leitor de HQ e o mais hardcore fã de One Piece que conheço).

Depois da cerimônia, o melhor foi juntar todo mundo e ir pro Vila Távola, no Bexiga, e fazer uma comemoração regada a massa, animação e bobagens! 😉

Com certeza nada disso seria tão bom se eu não tivesse pessoas tão maravilhosas com quem compartilhar! ❤

Look para a premiação!

Look para a premiação!

Inpirada em Branca de Neve -- apenas mais rechonchuda

Look inpirada em Branca de Neve — apenas mais rechonchuda 8D

Com o troféu =D

Com o troféu =D

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Com a galera do zine Last RPG Fantasy

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Galera TDM:  Márcio e Lygea, eu e Marcelo (atrás);
Íris e Bruno na frente

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Com o cara, Emerson Abreu (tentando absorver o talento dele por osmose 8D)

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Turma da Mõnica power: Márcio, Lygea, Íris, Fernando, mari, eu (ah vá), Bruno e Emerson

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Todos os direitos das fotos acima reservados a Mari fofa, nossa fotógrafa oficial!

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29º Prêmio Angelo Agostini

14 jan

monica e cebola kiss

(Faz tempo que não atualizo esse meu blog profissional, criado pra falar de livros, roteiros e carreira. E não há oportunidade melhor que essa para retomá-lo!)

Na última sexta-feira estava sossegadamente cortando o cabelo quando fui pega por uma notícia inusitada.

Uma mensagem enviada por Facebook me avisava que eu tinha ganhado o tradicional Prêmio Angelo Agostini em sua 29º Edição, pelos trabalhos publicados em 2012, na categoria “Melhor Roteirista”.

Fiquei olhando pro celular, pensando se acreditava. Não que esteja reclamando XD Mas… tá certo isso, produção?

Eu? Eu, ganhando prêmio como quadrinhista?

Meu nome só aparece na última página da TMJ, em letras minúsculas, e Assombrado só teve um capítulo até agora, lançado no fim do ano.

Eu nem SEQUER SABIA que estava concorrendo!

Resolvi entrar no site da premiação pra ter certeza, e lá estava:

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O troféu do prêmio, com meu nome logo abaixo =D

O Prêmio Angelo Agostini tem esse nome em homenagem ao 1º autor de histórias em quadrinhos do Brasil (Agostini fazia “As Aventuras de Nhô Quim”, que foi publicado pela primeira vez em 1869). Criado pela AQC – ESP (Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo), o troféu é dedicado a premiar os melhores trabalhos e autores 100% nacionais do ano anterior. É um dos mais importantes prêmios da área no Brasil, juntamente com o Troféu HQ Mix.

Escuto falar desse prêmio desde que me entendo por gente e me interesso por quadrinhos, mas nunca imaginei que um dia poderia GANHAR um. 

Logo começaram a aparecer os parabéns no Facebook enquanto eu ainda estava com um sorriso bobo na cara e tentando entender como uma coisa TÃO LEGAL me aconteceu assim, do nada!

O que mais me deixou espantada foi a seguinte observação do site:

angelo agostini post_A maior participação do público na história do prêmio… SEM uma lista de indicados. Ou seja, o votante podia escrever até o nome da mãe lá e mandar (claro que não ia valer, mas vocês entenderam). 8D

Eu não fiz campanha. Estava tão ocupada com os trabalhos que nem me lembrei de votar (infelizmente). E mesmo assim, houve um número de pessoas grande o suficiente pra se lembrar de mim espontaneamente e pôr meu nome naquela cédula.

Quão emocionante é isso?  Como manifestar a gratidão por cada uma dessas pessoas que se importou em pôr meu nome naquele espacinho virtual? ❤  Com certeza, muito mais do que as palavras podem dar conta. (Que ironia, meu trabalho ser escrever e ainda assim estar sem palavras!)

Só de ser quadrinhista num mercado tão pequeno e escasso pra material próprio aqui no Brasil, pra mim, sempre foi mais que um prêmio — um milagre. Muitos desenhistas acabam se dando bem desenhando pra fora do país, mas roteirista? É uma profissão fantasma, pouquíssimo reconhecida, sequer, e sem chances internacionais.

Sendo mulher, então…

É, eu sei que muita gente acha um saco esse papo feminista (sorry for you). Mas é fato que o meio dos quadrinhos é composto por uma maioria masculina, e embora tenha havido uma grande abertura para as mulheres após o boom do mangá, em geral essas garotas são talentosas desenhistas. O roteirista, esse espécime já estranho, tem poucos exemplares do sexo feminino. (De cabeça, me lembro da Montserrat do Studio Seasons, a Fran Briggs com quem trabalhei muito no meu início de carreira, Beth Kodama e Eddie Von Feu  — que não sei se ainda escrevem quadrinhos– , além da precocemente  falecida Rosana Munhoz, verdadeira lenda na MSP.)

O julgamento alheio é sempre duro quando você é minoria numa profissão.  Quantas vezes as pessoas falavam de trabalho com meu namorado (Marcelo, também roteirista), enquanto pra mim as perguntas eram sobre cosplay? Isso quando não atribuíam a ele histórias que escrevi. A velha ideia de que “mulheres que gostam de rosa, roupas e bonecas (como eu) são superficiais” me parecia estar implícita em muitas atitudes de pessoas com quem esbarrei — embora, claro, sempre tenha havido muitos caras e moças legais que nunca tiveram essa mentalidade estereotipada.

Mas a gente nunca deve achar que a realidade é tão negativa que não possa ser mudada.

Quando escrevi a edição nº 09, meu primeiro roteiro para a MSP, entre a indignação de um público que sentia sua infância “ultrajada” (e também encantamento de boa parte do público, apenas menos barulhento que os revoltados), não faltaram pseudo especialistas do mercado dizendo Turma da Mônica Jovem não passaria de três anos nas bancas.

E lá se vão nada menos que 5 anos produzindo material pra essa revista que está na edição 53… Anos em que a TMJ só se popularizou,  onde nada foi mais recompensador que ver os leitores empolgados com histórias que escrevi, e ver a ansiedade com que esperavam a próxima edição.

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Capa da primeira história que fiz pra TMJ, “O Príncipe Perfeito” (Edição nº 9)

Se essa ambição que carrego desde criança — trabalhar com quadrinhos — hoje em dia é uma realidade, com certeza se deve a duas pessoas: o próprio Mauricio de Sousa, mais que um chefe, um visionário e um professor — ele que teve a ideia de me chamar pra escrever histórias da TMJ, “prs pôr um toque feminino, já que a personagem título é mulher” — e claro, meu namorado e herói, Marcelo Cassaro, que faz os layouts das histórias que escrevo, divide comigo as dificuldades de fazer um roteiro e tem o mérito de realizar todo o trabalho braçal e mais cansativo da tarefa.

Sem eles, nunca teria realizado nem metade do que realizei; que dirá ganhar um prêmio que fosse.

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ASSOMBRADO, projeto autoral de anos, finalmente sendo publicado


Sempre tentei ter fé, mas quando poderia prever todas essas coisas incríveis que já me aconteceram? 

Trabalhar a adolescência da mesma personagem que eu lia na minha infância.

Escrever um dos momentos mais decisivos da história da Turma do Mônica (a edição “Quer Namorar Comigo”, em que Cebola pede a Mônica em namoro — mais de 400 mil exemplares esgotados!)

Graças a essa mocinha dentuça, poder trabalhar com os personagens de Osamu Tezuka (A edição dupla “Ouro Verde”, em que os personagens dos dois mestres se encontram).

 Ser convidada a publicar meu trabalho autoraL, “Assombrado”, atualmente saindo na Ação Magazine, pela Lancaster Editorial.

Viver, de fato, de quadrinhos.

E agora, ganhar um prêmio do qual sempre ouvi falar desde criança.

Tudo isso só me mostrou que John Updike estava certo: “Os sonhos podem tornar-se realidade. Sem essa possibilidade, a natureza não nos incentivaria a tê-los.” Realmente, nada é impossível.

2013 começou melhor do que eu poderia sonhar. Não sei o que o futuro me espera, mas ele sempre me surpreende — e pra melhor.

Se esse é o começo, então esse ano realmente promete!

Por sinal, a entrega do Prêmio é no dia 2/2/2013, no memorial da América Latina, e é aberto ao público. Adoraria ver vocês lá! =D

 

Jovens Personagens Velhos & Lista de Leitura

4 set


Os Jovens Personagens Velhos


Passei ontem rapidinho ali na Saraiva e confesso que não pude deixar de ficar um tanto quanto chocada (sou britânica em minhas reações, #medeixa)  com DOIS “romances” com que me deparei após uma rápida olhada nos balcões: uns certos “O Retorno do Jovem Príncipe” e “O Jovem Sherlock Holmes — Nuvem da Morte”

Peraí, tá certo isso? É o Pequeno Príncipe Jovem? (Hmm… “Há evidentemente uma contradição nesse depoimento…” #phoenixwrightfeelings).

Mas então esse lance de fazer versões jovens de personagens clássicos é uma tendência mundial, é isso mesmo, Arnaldo?

Pra quem acusava o Mauricio de Sousa de estar “deturpando” a infância alheia, fica aí uma amostra de que tem coisa bem mais preocupante rolando no terreno literário. Afinal, os personagens da Turma da Mônica são dele, e suas novas versões estão sendo feitas sob a supervisão do autor… mas toda vez que vejo um autor “moderno” pegando um personagem clássico (de autores há muito já falecidos, geralmente) e tentando fazer uma roupagem nova, não consigo deixar de ficar um pouco incomodada.

Claro que lê quem quer. Não é a primeira nem última vez que isso vai acontecer, e eu sigo o conselho que dou para todos: se não gosta de algo, ignore, não consuma. O que me incomoda mesmo é enxergar uma tendência à falta de ousadia. Como dizer… autores e editoras procurando ressuscitar personagens de outros tempos, dando-lhes uma sobrevida literária equivalente a de um zumbi, porque “é claro” que os fãs das obras clássicas e de ocasionais “revivals” do cinema (como é o caso de Holmes) irão consumi-las. É a procura pelo lucro de certa forma meio garantido. 

Quem tem um conhecimento mínimo de mercado editorial sabe que publicar livros (principalmente no Brasil) não é fácil e que nem todo autor vende como Stephen King ou J.K. Rowling. É compreensível que procurem por um porto seguro. No entanto, não consigo deixar de lamentar que estejam se fazendo “novas versões” de personagens que melhor estariam sossegados, com seus cânones deixados em paz, e tentassem criar algo novo…  

(E cá entre nós… “A Nuvem da Morte”? Conan Doyle podia não ser lá o autor mais hábil com as palavras, mas não o vejo dando um nome desses para um romance de Holmes. Se fosse um conto simples, talvez. Mas um romance…)


EDIT ~
Achei uma entrevista com A.G. Roemmers,  autor de “O Retorno do Jovem Príncipe” (clique no texto sublinhado para ler): 
e ainda arriscando parecer teimosia ou rabugice (bom, nunca neguei isso em mim…) serviu apenas pra solidificar meus receios. O teor “evangelizador” do trabalho não me inspira confiança. A meu ver, o melhor tipo de reflexão é à qual o leitor é conduzido de forma natural, com trabalhos que não se auto-rotulam para tal.

E fico ainda mais agoniada quando vejo testemunhos do autor da nova versão como “me dei a chance de dar uma continuação diferente, mais positiva e esperançosa para a maravilhosa história de Saint-Exupéry, que eu via como tendo um final sombrio e triste.” É assim que a obra que levar os jovens à reflexão? Há uma metáfora no final trágico do Pequeno Príncipe, existe uma RAZÃO pela qual o final do livro de Exupéry é triste, e cabe a nós levá-la em conta e refletir sobre ela. Principalmente, acredito que era essencial para a metáfora de Exupéry que seu personagem NÃO crescesse — o motivo do final ser sombrio está intrinsecamente  relacionado ao personagem ser criança.

Francamente, que mundo é esse onde as pessoas tem medo de finais “sombrios e tristes”, e tentam “corrigir” uma obra clássica sem levar em conta a mensagem que em si carrega?

No mais,  é difícil respeitar um autor que afirma Em minhas viagens vejo muito mais pessoas jovens brincando com iPads ou telefones do que com livros(os iPads e muitos dos celulares mais modernos facilitam a leitura via tela, oferecendo mais portabilidade que os livros de papel — ideal para viagens, diga-se de passagem) e ” jogos eletrônicos incentivam a coordenação e reflexos rápidos, mas não incentivam a observação profunda e a reflexão (…)”

Quanto a última afirmação, só posso assumir como ignorância sobre os temas de muitos jogos e que podem sim fazer a ponte entre um jovem e reflexões a respeito de moralidade, espiritualidade, sentido da vida e muito mais. Até pelo jogador estar na pele do personagem, tomando decisões, o que o afeta no jogo é analisado e levado em conta, suscita emoções. Talvez não leve à reflexão “profunda” como alguns livros fariam — mas até aí, não seria um tanto quanto presunçoso admitir que é o “Retorno do Jovem Príncipe” que dará conta dessa demanda?

 


Leituras  (Setembro/2011)


Uf. E exatamente como eu previa… até parece que consegui anotar os dias em que comecei e terminei cada um dos meus livros.  Fazer-o-quê.

De qualquer forma, a lista já diminuiu consideravelmente. Preciso começar a pensar em mais títulos pra adicionar… 

(A verdade é que eu precisava MESMO é continuar lendo o Game of Thrones, que é excelente… mas que interrompi por estar mais ansiosa pra consumir os outros títulos.) #shameonme

Falando em novos títulos, estou considerando ler “A Letra Escarlate”

 

Carmilla (A Vampira de Karnstein), Sheridan La Fanu 

O Castelo de Otranto, Horace Walpole 

Contos de FantasmasDaniel Defoe

Crônicas de Gelo e Fogo: Volume 1J.R.R. Martin (Início da leitura: 4/8) 

O Grande Livro de Histórias de Fantasmas, diversas autoras

Histórias de Vampiros, diversos autores 

A Lenda do Cavaleiro Sem CabeçaWashington Irving  

Lugar Nenhum, Neil Gaiman

Pente de Vênus, Heloísa Seixas

 A Volta do ParafusoHenry James (Início da leitura: 13/8)


[EDIT]  P.S. ~ E pra completar, a Bienal do Rio de Janeiro rolando e eu aqui… *chora* 

Entrevista pro Blog TMJ Mania!

15 ago

No mês passado, o Pedro do fanblog Turma da Mônica Jovem Mania entrou em contato comigo via twitter e perguntou se poderia responder uma mini entrevista para ele colocar no site. Coisa chique, hein, bem!

Rolaram umas perguntas legais sobre o dia-a-dia na MSP, o trabalho com a Turma da Mônica Jovem, a edição do namoro da Mônica com o Cebola… Pra quem quiser conferir a entrevista, clique AQUI.

Não dava pra recusar, né? Além de ficar muito grata pela atenção, gosto demais dos fanblogs da TMJ que rolam por aí. O pessoal é bem novo, mas o esforço e a rapidez deles em descobrir e espalhar informação relacionada a MSP e TMJ nunca deixa de me impressionar. Já dá pra sentir de onde vai sair uma safra de futuros jornalistas…

Só tenho a agradecer ao Pedro da TMJ Mania pelo convite =)

E pra quem quiser conhecer o Blog TMJ Mania: http://turmadamonicajovemmania.blogspot.com

Bibliomania ~ Parte 1

13 ago

Meu principal hobby é a leitura. Leio quando termino o trabalho, antes de dormir e durante as refeições (morro de agonia se tenho que parar pra comer em algum lugar e percebo que não estou com algum livro na bolsa… sempre tento carregar alguma leitura comigo.) Acho que quem escreve tem que ler, senão a mente atrofia =p

Queria ter anotado todos os títulos novos que acabei só esse ano, mas como boa parte já está encaixotada por causa de uma mudança que devo fazer mais cedo ou mais tarde, (meu quarto já estava intransitável), fica difícil lembrar de todos. Destaco O Fantasma de Canterville e O Jogo do Anjo, excelentes, além da pilha de Agathas Christies que só aumenta. (Pena que minhas opções estão acabando — já peguei quase todos os volumes em que Miss Marple aparece, e não consigo ir com a cara de Hercule Poirot… ¬¬)

Mas como mais um carregamento uma leva de leitura foi despejada aqui na minha cabeceira (bem temática, por sinal — quase tudo está focado em literatura de horror, em especial a do século XIX), não custa nada listar os títulos que for pegando a partir de agora. No fim do ano vai dar até pra fazer um levantamento de quantos livros li, quanto tempo levou e todos aqueles dados inúteis que despertam a curiosidade alheia. Ou não.

Até o momento a ‘pilha das novidades’ é de 10 livros ao todo, dois dos quais já foram devidamente “detonados”. Tou vendo que os “tijolos” é que vão dar trabalho — não me intimido com número de páginas, mas os livros mais finos sempre posso carregar pra qualquer lugar, o que me ajuda a terminá-los mais rápido (bem, por outro lado, isso é um defeito 8D)

Oh well, minhas costas já estão tortas de tanto carregar peso mesmo… #quasímodofeelings

Carmilla (A Vampira de Karnstein), Sheridan La Fanu (Lido entre 10/8 e 12/8)

O Castelo de Otranto, Horace Walpole (Lido entre 8/8 e 10/8)

Contos de Fantasmas, Daniel Defoe

Crônicas de Gelo e Fogo: Volume 1, J.R.R. Martin (Início da leitura: 4/8)

O Grande Livro de Histórias de Fantasmas, diversos autores

Histórias de Vampiros, diversos autores (Início da leitura: 12/8)

A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, Washington Irving

Lugar Nenhum, Neil Gaiman

Pente de Vênus, Heloísa Seixas

A Volta do ParafusoHenry James (Início da leitura: 13/8)

(É, eu leio mais de um livro ao mesmo tempo. #medeixa)

Quem sabe depois até me arrisco a fazer uma pseudo-resenha dos títulos lidos? Vai ser uma luta entre Preguiça versus (falta de) Tempo… quem vencerá?